Links
Archives
Sopa na canja é um blog de um futuro cozinheiro que esta quase formado em jornalismo. Bom, vai saber o que vai sair, né!!!
Sexta-feira, Julho 30, 2004
Estou no meu quarto conversando com amigos. Dois brasileiros e um garota da Sérvia.
Estamos falando sobre guerra e estamos comparando um pouco os nossos países.
É incrível como nós, brasileiros, não temos noção de como é viver em uma guerra declarada, daquelas que saem nos jornais, que países se unem para combater outros.
Mas estamos acostumados com guerras diferentes: a do dia-a-dia.
Sei que não estou ai já fazem 3 meses, mas sei muito bem como funciona ainda por causa da minha familia, namorada e amigos.
Ligo para minha mãe um dia e vejo que ela esta um pouco triste. Roubaram o radio do carro enquanto ela estava em uma reunião com o Laurent Saudeau. Pô, ela estava fazendo um favor para mim e ainde por cima quem se ferra é ela.
Recebo e-mail de um amigo falando que foi roubado em um ônibus, indo para a escola. Roubaram 50 reais que ele havia juntado para comprar um jogo que ele queria tanto. Fez uma guerra em casa para conseguir essa grana: lavou carro, roupa, cachorro para passear, juntou moedinhas. Pô, o cara tá com 15 anos.. Ainda é moleque.
Ai ligo um dia para minha namorada, que estava voltando da casa dos seus pais no interior. Chega na estação em Santo André umas 18 horas e logo em seguida vai ao ponto de ônibus para pegar um para casa. Enquanto falo com ela, escuto que sua voz começa a ficar um pouco "tremida" e que ela começa a correr. Dois molequinhos saíram correndo atrás dela para assaltá-la com uma faca na mão. FInalmente ela alcança o primeiro ônibus que vê e consegue sair ilesa, sem ter sido roubada nem nada.
Pô, será que mesmo longe de todos os problemas e mal entendidos que os país como a Sérvia e Montenegro, Iraque, Israel, entre muito outros, nós, pobres "latinos" temos que correr atrás de balas e tiros?
Fico tão trsite cada vez que volto e nada melhora...
Estamos falando sobre guerra e estamos comparando um pouco os nossos países.
É incrível como nós, brasileiros, não temos noção de como é viver em uma guerra declarada, daquelas que saem nos jornais, que países se unem para combater outros.
Mas estamos acostumados com guerras diferentes: a do dia-a-dia.
Sei que não estou ai já fazem 3 meses, mas sei muito bem como funciona ainda por causa da minha familia, namorada e amigos.
Ligo para minha mãe um dia e vejo que ela esta um pouco triste. Roubaram o radio do carro enquanto ela estava em uma reunião com o Laurent Saudeau. Pô, ela estava fazendo um favor para mim e ainde por cima quem se ferra é ela.
Recebo e-mail de um amigo falando que foi roubado em um ônibus, indo para a escola. Roubaram 50 reais que ele havia juntado para comprar um jogo que ele queria tanto. Fez uma guerra em casa para conseguir essa grana: lavou carro, roupa, cachorro para passear, juntou moedinhas. Pô, o cara tá com 15 anos.. Ainda é moleque.
Ai ligo um dia para minha namorada, que estava voltando da casa dos seus pais no interior. Chega na estação em Santo André umas 18 horas e logo em seguida vai ao ponto de ônibus para pegar um para casa. Enquanto falo com ela, escuto que sua voz começa a ficar um pouco "tremida" e que ela começa a correr. Dois molequinhos saíram correndo atrás dela para assaltá-la com uma faca na mão. FInalmente ela alcança o primeiro ônibus que vê e consegue sair ilesa, sem ter sido roubada nem nada.
Pô, será que mesmo longe de todos os problemas e mal entendidos que os país como a Sérvia e Montenegro, Iraque, Israel, entre muito outros, nós, pobres "latinos" temos que correr atrás de balas e tiros?
Fico tão trsite cada vez que volto e nada melhora...
Acredito que escrever num blog é uma coisa difícil. Não sei se preciso me agradar ou agradar a quem lê.
Aprendi que escrevemos para os outros quando trabalhamos para uma revista ou um jornal. Mas aqui, acho que a regra não conta...
Estava conversando com um amigo que tem um site muito divertido: http://tempirulitos.zip.net
Perguntei a ele para quem ele escreve. Resposta simples: para quem quiser ler.
Não se importa se os outros gostam ou não, ele só escreve o que vem pela cabeça. Gostei da idéia.
Agradeço a todos (acredito que não muito visitaram esse blog).
...
Aprendi que escrevemos para os outros quando trabalhamos para uma revista ou um jornal. Mas aqui, acho que a regra não conta...
Estava conversando com um amigo que tem um site muito divertido: http://tempirulitos.zip.net
Perguntei a ele para quem ele escreve. Resposta simples: para quem quiser ler.
Não se importa se os outros gostam ou não, ele só escreve o que vem pela cabeça. Gostei da idéia.
Agradeço a todos (acredito que não muito visitaram esse blog).
...
Quinta-feira, Julho 29, 2004
Estou tendo alguns problemas com meu chefe de cozinha.
Nao sei o que se passa na cabeça dos franceses: te adoram e te odeiam em questao de segundos.
Nao sei se estou acostumado com o "jeitinho brasileiro de ser" ou aqui as pessoas sao realmente muito grossas.
Sem saber o que fazer, apelei para a experiencia: mamae...
Bom, como toda mae, tudo se resolve facil: convide seu chefe para tomar um cafe e fale de todos os problemas que estao tendo. Mas algo que me impede de fazer isso: o maldito jeitinho frances.
Para eles, é um absurdo duqs pessoas sentarem para resolver um problema.
Hoje, apos duas semanas de saco-cheio, encontrei a soluçao: nao ligo para nada que ele fala, trato ele tao grosso quanto me trata e faço tudo sem perguntar...
Po, o cara nunca me tratou tao bem...
Nao sei o que se passa na cabeça dos franceses: te adoram e te odeiam em questao de segundos.
Nao sei se estou acostumado com o "jeitinho brasileiro de ser" ou aqui as pessoas sao realmente muito grossas.
Sem saber o que fazer, apelei para a experiencia: mamae...
Bom, como toda mae, tudo se resolve facil: convide seu chefe para tomar um cafe e fale de todos os problemas que estao tendo. Mas algo que me impede de fazer isso: o maldito jeitinho frances.
Para eles, é um absurdo duqs pessoas sentarem para resolver um problema.
Hoje, apos duas semanas de saco-cheio, encontrei a soluçao: nao ligo para nada que ele fala, trato ele tao grosso quanto me trata e faço tudo sem perguntar...
Po, o cara nunca me tratou tao bem...
Quarta-feira, Julho 28, 2004
Comecei o dia bem...
Animado com a aula de Patisserie (doces e sobremesas) que teria pela frente, fui para a escola ouvindo o acústico do Ira! que um amigo me mandou pela net.
Entrar na cozinha parece que tem um ritual sagrado: entramos, dizemos bom dia ao chefe, colocamos a mala de facas no armário e finalmente, vestimos a toca, o avental e o pano de apóio pendurado na perna direita.
Minha sala é bem animada. Temos um grupo bem diversificado de pessoas, tanto que as vezes me sinto numa propaganda da Benetton. Os integrantes são Jutet (Indonésia), Jim Kyunk (Coréia), In Bo (Coréia), Hyacinthe (França), Stephanie (França), Romain (EUA), a máfia mexicana Rodrigo, Carlos, Jesus, Vânia, e eu...
Acho que me divirto bastante....
Animado com a aula de Patisserie (doces e sobremesas) que teria pela frente, fui para a escola ouvindo o acústico do Ira! que um amigo me mandou pela net.
Entrar na cozinha parece que tem um ritual sagrado: entramos, dizemos bom dia ao chefe, colocamos a mala de facas no armário e finalmente, vestimos a toca, o avental e o pano de apóio pendurado na perna direita.
Minha sala é bem animada. Temos um grupo bem diversificado de pessoas, tanto que as vezes me sinto numa propaganda da Benetton. Os integrantes são Jutet (Indonésia), Jim Kyunk (Coréia), In Bo (Coréia), Hyacinthe (França), Stephanie (França), Romain (EUA), a máfia mexicana Rodrigo, Carlos, Jesus, Vânia, e eu...
Acho que me divirto bastante....
Finalmente resolvi escrever em meu Blog...
Pô, até me acostumar com essa vida na França foi duro e suado, mas agora tudo ficando calmo...
Mas sei que tudo que é bom dura pouco, afinal, em 70 dias começa meu estágio em Bordeaux.
Acho que uma apresentação seria uma coisa muito necessária, então ai vai:
Me chamo Arthur Sauerbronn e estou com 23 anos. Moro em Lyon, na França e estou fazendo uma faculdade de culinaria no Instuto Paul Bocuse. Para quem não, o instituto foi votado como a melhor escola de cozinha de 2004.
Bom, acho que é tudo pelo instante.
Bom apetite a todos.
Pô, até me acostumar com essa vida na França foi duro e suado, mas agora tudo ficando calmo...
Mas sei que tudo que é bom dura pouco, afinal, em 70 dias começa meu estágio em Bordeaux.
Acho que uma apresentação seria uma coisa muito necessária, então ai vai:
Me chamo Arthur Sauerbronn e estou com 23 anos. Moro em Lyon, na França e estou fazendo uma faculdade de culinaria no Instuto Paul Bocuse. Para quem não, o instituto foi votado como a melhor escola de cozinha de 2004.
Bom, acho que é tudo pelo instante.
Bom apetite a todos.